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Human Action

Conduta humana orientada a fins

Human Action significa empregar meios para um fim pretendido. Distingue escolha, opções disponíveis e expectativas do mero movimento corporal, sem garantir sucesso, infalibilidade ou correção moral.

Para Mises, Human Action é conduta voltada a alcançar um estado esperado como mais satisfatório. Seu livro de 1949 tem o mesmo título; esta entrada explica sobretudo o conceito de ação, em vez de resumir toda a obra.

Piscar por irritação e fechar deliberadamente uma janela são eventos diferentes. Agir usa um meio para um fim, como reduzir uma corrente de ar. Um caso concreto pode exigir conhecimento adicional; movimento sozinho não revela intenção nem todas as razões. [Mises — Human Action, I]

Alguém pode não enviar um pagamento preparado ou adiar um reparo. Essa omissão pode ser ação quando intervir é possível e abster-se serve a um fim. Mas nem toda imobilidade é paciência escolhida; faltar oportunidade ou capacidade de agir é outra situação. [Mises — Human Action, I]

Dinheiro pode servir para comprar alimentos, e estes para preparar um jantar compartilhado. A ação escolhe possibilidades alcançáveis e deixa outras sem realização. Um recibo sozinho não identifica a alternativa sacrificada; é preciso saber o que a pessoa podia e queria fazer. [Mises — Human Action, IV]

Cuidar de alguém, doar voluntariamente ou agir com emoção pode ter fins como o comércio. Chamar a conduta de intencional não elogia seu objetivo. A descrição da ação como racional em Mises tampouco implica conhecimento perfeito, meios infalíveis ou intenção moralmente aceitável. [Mises — Human Action, I] [Mises — Human Action, IV]

Uma ferramenta comprada pode falhar ou uma estrada escolhida estar fechada. A ação parte de expectativas anteriores ao resultado e ocorre sob incerteza. O fracasso sozinho não prova ausência de propósito inicial, embora mude a avaliação dos meios e das opções seguintes. [Mises — Human Action, VI]

Um usuário pode esperar maior segurança de uma configuração da carteira e estar errado. Sua crença ajuda a entender a escolha; verificar o resultado exige examinar o funcionamento real. A distinção de Hayek entre plano e aprendizagem lembra não presumir conhecimento correto sem evidências. [Mises — Human Action, I] [Hayek — Economics and Knowledge]

Uma transferência pode ser compra, troca de custódia ou reorganização de recursos próprios. Moedas paradas também não provam retenção deliberada de longo prazo: pode faltar acesso às chaves. Os dados estabelecem um evento técnico; interpretar fins e alternativas exige apoio adicional. [Mises — Human Action, IV] [Mises — Human Action, VI]

Praxeology estuda relações gerais entre fins, escolhas e meios; Catallactics desenvolve a análise das trocas. Cada participante buscar um fim não demonstra coordenação de todos os planos nem resultado exato. É preciso documentar conhecimentos, regras, reações mútuas e mudanças. [Mises — Human Action, I] [Hayek — Economics and Knowledge]

Para ter uma visão mais completa, leia este verbete junto com Praxeology, Methodological Individualism, Subjective Value Theory, Catallactics, Opportunity Cost. Também há referências a este verbete em Time Preference, Praxeology, Methodological Individualism, Ordinal Utility.

DOC · 001Mises — Human Action, IFonte primária ↗DOC · 002Mises — Human Action, IVFonte primária ↗DOC · 003Mises — Human Action, VIFonte primária ↗DOC · 004Hayek — Economics and KnowledgeFonte primária ↗
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