Não é uma doutrina política única nem modelo completo para tudo. Menger, Böhm-Bawerk, Wieser, Mises, Hayek e Kirzner divergem em método, moeda, bancos e política. Temas comuns são subjective value, marginal utility, market process e limites de economic calculation sem preços de mercado. Isso analisa Bitcoin, mas não prova seu sucesso.
Principles de Menger (1871) marca o início. Böhm-Bawerk desenvolveu capital e juros, Wieser opportunity cost, Mises moeda e cálculo, Hayek conhecimento, Kirzner descoberta. Não constituem doutrina imóvel.
A análise parte de pessoas escolhendo meios sob fins e restrições. Valor é julgamento contextual, não propriedade do objeto. Individualismo metodológico não nega instituições. Menger combinou teoria e história; Mises propôs praxeologia mais estrita.
Marginal utility trata da próxima unidade e esclarece o paradoxo água-diamante. Opportunity cost é a melhor alternativa abandonada. Preços emergem de ofertas; não medem utilidade cardinal nem justiça moral.
Produção leva tempo e capital é heterogêneo: máquinas, estoques, habilidades e etapas servem planos específicos. Böhm-Bawerk ligou juros e tempo; sucessores divergem. A taxa também inclui risco, liquidez e expectativas.
Hayek destacou conhecimento local, disperso e tácito. Preços relativos condensam escassez e coordenam ajustes. Regras, poder, externalities, informação assimétrica e expectativas também importam; coordenação não é infalibilidade.
Kirzner vê competição como descoberta de diferenças ignoradas entre necessidades, recursos e preços. Lucro premia correção; perda revela erro. Empreender requer capital, organização e direito; equilíbrio é referência.
Menger explicou dinheiro pela aceitação crescente de bens mais vendáveis, não necessariamente invenção estatal única. Lei, cunhagem, bancos e governo moldam depois o sistema. Mises ligou poder de compra às trocas anteriores; não explica toda história monetária.
Mises sustentou que sem preços de bens de produção, inputs heterogêneos não se comparam normalmente em custos e retornos monetários. O debate tratou planejamento, propriedade e mercados simulados; Hayek acrescentou conhecimento. Não refuta toda regulação.
ABCT liga expansão de crédito e taxas incompatíveis com poupança real a planos impossíveis de concluir; a correção revela malinvestment. É hipótese causal, não relógio de recessão. Crédito, taxas, expectativas e shocks alternativos devem ser testados.
Mises, Hayek, Kirzner, Lachmann e Rothbard divergem sobre método, equilíbrio, incerteza, bancos e Estado. Austrian economics não equivale a libertarianismo, anarcocapitalismo, padrão-ouro ou rejeição da matemática.
Críticos questionam falsificabilidade, erros repetidos, instituições, demanda e evidência ABCT; defensores preveem padrões, não datas. Bitcoin pode ser lido por escassez e competição monetária, mas security, volatility, governance, custody e adoption exigem evidência própria. Fontes: Carl Menger — Principles of Economics; Eugen von Böhm-Bawerk — The Positive Theory of Capital; Ludwig von Mises — Economic Calculation in the Socialist Commonwealth; F. A. Hayek — The Use of Knowledge in Society; F. A. Hayek — The Pretence of Knowledge; Israel Kirzner — Competition and Entrepreneurship; Tsionas, Kollintzas & Konstantakopoulou — International investigation of ABCT.
Para ter uma visão mais completa, leia este verbete junto com Moeda sólida, Time Preference, Moeda fiduciária, Bitcoin, Carl Menger, Ludwig von Mises. Também há referências a este verbete em Moeda sólida, Josef Tětek, Praxeology, Saifedean Ammous.