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Spontaneous Order

Ordem resultante de interações

Spontaneous Order designa um resultado ordenado de muitas ações cuja forma global concreta ninguém planeou. Intenções individuais e regras integram a explicação; origem espontânea não significa caos, ausência de direito ou perfeição automática.

Spontaneous Order surge do ajustamento mútuo sem plano único do resultado concreto. Hayek distingue-a da organização criada para tarefas definidas, embora possa conter organizações e depender de regras gerais deliberadamente mantidas.

Ferguson descreve pessoas que perseguem objetivos próximos e contribuem para instituições cuja forma posterior não previram. As ações individuais não são necessariamente sem propósito. A explicação distingue intenção pessoal de consequências da atuação conjunta de muitas pessoas. [Ferguson — An Essay on the History of Civil Society, III.II]

Uma empresa pode distribuir trabalho segundo um plano, enquanto relações entre empresas não têm chefe único. Hayek distingue cooperação organizada para tarefas específicas e ordem geral. Chamar espontâneo ao mercado não nega gestão deliberada nas empresas. [Hayek — Kinds of Order in Society]

Regras podem delimitar possibilidades sem decidir quem produz o quê ou a que preço. Hayek admite aplicação e melhoria deliberadas dessas regras. Spontaneous Order não significa ausência de regras; distingue enquadramento geral de atribuição direta de tarefas. [Hayek — Kinds of Order in Society]

Uma mudança no preço de matéria-prima pode incentivar poupança e substituição sem conhecimento de todos os participantes. Hayek usa isso para explicar coordenação do conhecimento disperso. Mostra respostas e alternativas disponíveis; a existência de um preço não prova ajustamento perfeito. [Hayek — The Use of Knowledge in Society]

Tribunais, empresas ou organismos de aplicação de regras podem ter direção e tarefas específicas. A sua existência não nega o caráter espontâneo do conjunto. Hayek analisa ambos os princípios; identifica fronteiras da organização e relações fora do alcance do seu plano. [Hayek — Kinds of Order in Society]

Descrever a origem institucional não estabelece justiça, eficiência ou desejabilidade. Ferguson também aborda subordinação e poder não intencionais. Avaliar um resultado exige critérios e provas próprios; espontâneo não substitui o exame de danos e benefícios. [Ferguson — An Essay on the History of Civil Society, III.II] [Hayek — Kinds of Order in Society]

Ferguson alerta contra atribuir todas as instituições a fundadores famosos. O atalho inverso, chamar espontâneo a tudo sem provas, também nada explica. Segue adoção de regras, aprendizagem e intervenções que mudaram o percurso; o resultado posterior não revela todo o processo. [Ferguson — An Essay on the History of Civil Society, III.II] [Hayek — Economics and Knowledge]

Bitcoin tem software escrito deliberadamente e regras específicas. Porém, a distribuição de utilizadores, serviços e relações comerciais não resulta inteiramente de um plano único. Esta distinção exige provas separadas de desenho, adoção e ajustamento, não afirmar que um ecossistema espontâneo não tem autores ou organizações. [Hayek — Kinds of Order in Society] [Hayek — The Use of Knowledge in Society]

Para ter uma visão mais completa, leia este verbete junto com Knowledge Problem, Catallactics, Methodological Individualism, Entrepreneurship, Friedrich A. Hayek. Também há referências a este verbete em Methodological Individualism, Knowledge Problem, Friedrich A. Hayek.

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