Trading Plan é um conjunto de regras registadas e continuamente avaliadas para decidir operações, gerir o risco aberto e verificar resultados. As regras devem ser suficientemente precisas para identificar a versão em vigor e se foi cumprida.
Trading Plan é um documento de trabalho que define objetivos, forma de negociação, regras de risco e avaliação. A CME compara-o a um plano de negócios com pressupostos sobre custos, receitas e condições; alguns podem revelar-se errados. Por isso, o seu valor não está em garantir lucro. Deve permitir decidir antecipadamente quando uma ação é admissível e segundo que critérios será depois avaliada. A nossa distinção: uma ideia de negociação explica por que tentar algo, enquanto o plano também deve incluir a situação em que a operação não acontecerá. [CME — Building a Trade Plan]
O plano precisa de mercados, produtos, forma de manutenção de posições e horários disponíveis bem definidos. Ao descrever a metodologia, a CME destaca experiência, conhecimento do mercado, capital disponível e capacidade de prestar atenção aos momentos importantes. A nossa consequência prática: um plano que exige acompanhamento contínuo não é realizável só porque parece bom no papel. Deve ficar claro quem acompanha a posição aberta, quais informações utiliza e quando não reúne condições suficientes para decidir. O horizonte escolhido não transforma a incerteza do preço futuro em certeza. [CME — Methodology Behind Your Trade Plan]
A CME distingue condições que preparam a operação, o gatilho específico de entrada e regras de gestão da posição aberta e de saída. Uma instrução vaga para comprar quando o mercado parece forte não permite verificar o cumprimento do procedimento. A nossa exigência metodológica é registar os dados disponíveis, a condição exata e o momento da decisão. O plano também deve definir quando a operação pretendida deixa de ser válida. Reescrever posteriormente a regra de entrada com base num resultado já conhecido substituiria a decisão original por uma nova interpretação. Mesmo um gatilho descrito com precisão não demonstra, por si só, uma vantagem da estratégia. [CME — Trading Strategies in Your Trade Plan]
Na gestão do risco, a CME separa alavancagem pretendida, perda por operação, perda diária, número de posições simultâneas e exposição total. Assim, uma posição admissível isoladamente pode não ser admissível ao lado de outras posições ou depois de perdas anteriores. No nosso exemplo, a decisão depende simultaneamente do limite por operação e da parte não utilizada do orçamento diário. Cada limite exige uma definição dos custos e posições abertas incluídos, bem como do momento de recálculo. A perda planeada é uma entrada da regra de decisão, não um limite superior do resultado real verificado de forma independente. [CME — Risk Management and Your Trade Plan]
Para ordens de ações, o Investor.gov explica que uma ordem stop comum se torna uma ordem de mercado após a ativação, e que o preço de ativação não é um preço de execução garantido. Uma ordem stop-limit pode, por sua vez, ficar por executar. As condições específicas variam com o mercado e o prestador, pelo que não podem ser aplicadas sem verificação a qualquer serviço Bitcoin. A nossa consequência para o plano: distinguir a saída pretendida, a ordem enviada e a execução confirmada. Os pressupostos de preço, taxas e liquidez devem refletir-se no orçamento; uma execução real pior pode ultrapassar a perda planeada. [Investor.gov — Stop, Stop-Limit, and Trailing Stop Orders]
A ficha de trabalho da CME inclui expressamente horários de negociação, duração da posição, pausa após uma perda e atuação em torno de eventos económicos. O nosso quadro de controlo acrescenta a recusa de novas entradas com dados desatualizados ou estado de ordem incerto. Essa pausa não é uma previsão do próximo movimento do mercado. Separa a admissibilidade de novo risco da tentativa de recuperar imediatamente o resultado anterior. Para posições já abertas, deve manter-se um procedimento separado de gestão e verificação do estado real; a proibição de nova entrada não encerra, por si só, posições existentes. [CME — Master the Trade: Futures Trade Plan]
A CME recomenda guardar os motivos da operação, entradas, saídas, horário e conclusões posteriores. A nossa distinção metodológica é avaliar separadamente o cumprimento do plano e o resultado económico após custos. Uma operação lucrativa pode violar regras e uma operação perdedora pode cumpri-las exatamente. O registo também deve conservar oportunidades recusadas e os motivos da recusa, para que o plano não seja avaliado apenas por uma seleção de vencedores efetivamente negociados. A precisão do registo não resolve, por si só, a questão causal de saber se outra estratégia teria sido melhor; isso exige uma comparação adequada. [CME — Keep a Trade Log]
A nossa recomendação editorial é guardar a versão do plano, a data de entrada em vigor e o motivo da alteração. Novas regras podem ser avaliadas como novas regras, não usadas para justificar retroativamente violações anteriores. A NFA alerta que resultados hipotéticos beneficiam da visão retrospetiva e podem não refletir a liquidez, o deslizamento ou a capacidade de seguir o procedimento perante perdas reais. Assim, verificar com sucesso uma regra simulada não confirma lucros futuros. O nosso exemplo verifica apenas a lógica de decisão sobre dados definidos; não fornece retornos nem probabilidades de sucesso. [NFA — Use of Promotional Material Containing Hypothetical Performance Results]
O limite orçamental não basta para aprovar uma operação
Para ter uma visão mais completa, leia este verbete junto com Risk Management, Position Sizing, Stop-loss, Portfolio Risk, Trading Journal. Também há referências a este verbete em Trading, Trading Journal, Backtesting, Walk-forward Analysis.
01Uma operação lucrativa prova automaticamente que o plano é bom?+
Não. Pode ter violado regras ou beneficiado de um resultado aleatório favorável. É preciso separar o cumprimento do procedimento então vigente da rentabilidade e avaliar mais do que um resultado selecionado.
02Tenho de mudar o plano imediatamente após uma perda?+
Uma única perda não basta para determinar a causa. Primeiro, é necessário distinguir um cenário de perda esperado, um erro de execução, uma violação de regra e um pressuposto inválido. Uma eventual nova versão deve ter motivo e entrada em vigor registados; a decisão original deve continuar rastreável.