Revenge Trading é uma designação prática para a reação a uma perda de negociação em que a vontade de recuperar o dinheiro se sobrepõe às condições da operação estabelecidas antecipadamente. Não é um diagnóstico clínico nem o nome de uma estratégia com vantagem comprovada.
A Charles Schwab descreve como, após uma perda grande, um trader pode procurar agressivamente apagá-la depressa. Neste artigo, chamamos Revenge Trading à negociação impulsiva subsequente que visa recuperar a perda, abandonando condições previamente estabelecidas. É uma descrição prática do comportamento, não um diagnóstico clínico. Uma nova operação rápida ou a sua dimensão, sem conhecer o plano e os motivos, não bastam para determinar a motivação. [Charles Schwab — Trading Psychology: Recovering From Big Losses]
O CME Group inclui no Trading Plan objetivos, método, gestão do risco, estratégias e diário. A nossa análise compara a operação seguinte com a versão do plano disponível antes da entrada: condições do sinal, dimensão da exposição, saída e limite de perda. Reescrever as regras posteriormente não comprova o cumprimento original. O plano pode mudar, mas cada alteração exige motivo e momento próprios; a simples necessidade de repor o saldo não prova uma nova oportunidade de mercado. [CME Group — Building a Trade Plan]
O CME Group mostra como a escolha do nível de risco afeta a queda da conta numa série de perdas. A nossa aplicação distingue risco monetário, quantidade de unidades e efeito de alavancagem: estas grandezas não são intercambiáveis. Com a mesma entrada e saída, uma quantidade maior amplia lucro e perda e pode aumentar custos. Aumentar a posição após uma perda não cria, por si só, vantagem; nem um lucro posterior demonstra retroativamente que violar o limite anterior foi correto. [CME Group — Controlling Risk]
O CME Group salienta que a subida percentual necessária para recuperar a conta após uma perda é superior à queda percentual anterior. A razão é o menor capital a partir do qual se calcula a subida, não uma obrigação do mercado de devolver dinheiro. O nosso limite de interpretação não considera o saldo original um preço-alvo nem uma razão para aumentar o risco. Um novo depósito também não é rendimento de negociação; na avaliação, os movimentos de capital devem ser separados dos resultados das operações. [CME Group — Controlling Risk]
O Investor.gov explica que uma ordem stop comum se transforma numa ordem ao mercado quando atinge o preço de ativação, sem garantia do preço de execução. O nosso limite de perda planeada não equivale, portanto, a um máximo contratualmente garantido da perda efetiva. Um movimento rápido, um salto de preço ou os custos podem alterar o resultado. Ao analisar infrações às regras, distinguimos uma alteração discricionária da ordem de uma execução diferente que ocorreu mesmo com o cumprimento do plano. [Investor.gov — Types of Orders]
O CME Group recomenda registar razões, hora e pontos de entrada e saída, avaliando depois o decorrer do dia. A nossa aplicação conserva o plano, as ordens, as suas alterações, execuções e custos. A descrição das próprias emoções é informação adicional, não uma medição objetiva da causa. O registo pode demonstrar que um limite foi ultrapassado, mas sem outros elementos não prova que isso foi causado pelo desejo de revanche; um erro técnico ou outro motivo exigem verificação própria. [CME Group — Keep a Trade Log]
O Investor.gov descreve Disposition Effect como a tendência para manter investimentos perdedores demasiado tempo e vender os vencedores cedo demais. A nossa distinção não o equipara a novas operações impulsivas após uma perda. FOMO pode relacionar-se com o receio de perder uma oportunidade, enquanto aqui se trata de tentar recuperar uma perda. Os padrões podem sobrepor-se, mas nem uma frequência elevada de operações determina, por si só, qual ocorreu. [Investor.gov — Behavioral Patterns of U.S. Investors]
A Charles Schwab menciona uma pausa, posições menores, simulação e regras escritas previamente para reagir a uma perda. A nossa aplicação avalia o regresso pelo cumprimento restabelecido do plano e por um orçamento de risco conhecido, não por uma promessa de lucro rápido. Não fixamos uma duração universal para a pausa. Nem a simulação nem uma curta série de operações disciplinadas garantem o resultado com dinheiro real; a rentabilidade do método e o cumprimento das regras são questões distintas. [Charles Schwab — Trading Psychology: Recovering From Big Losses]
Após a mesma perda, dimensões diferentes da posição seguinte
Para ter uma visão mais completa, leia este verbete junto com Trading Psychology, Trading Plan, Trading Journal, FOMO, Risk Management. Também há referências a este verbete em Trading Psychology, Overtrading.
01Toda a operação rápida após uma perda é Revenge Trading?+
Não. A entrada seguinte pode respeitar o método original e o orçamento de risco. É necessário conhecer as regras então vigentes, as informações disponíveis e as razões. Nem a proximidade temporal nem o resultado, por si só, provam o motivo.
02O lucro após aumentar a posição prova que isso foi correto?+
Não. Também pode haver lucro depois de violar regras. É necessário avaliar separadamente o cumprimento do plano, o risco e a qualidade do método. Um cenário favorável não prova vantagem e, num movimento contrário, uma exposição maior pode aprofundar a perda.