Ela descreveu dois protocolos: banco de contas mantido por todos ou por servidores com depósitos. Não foi implementada e não tinha a blockchain nem o consenso Nakamoto do Bitcoin.
Wei Dai perguntou como pseudônimos digitais não rastreáveis poderiam trocar valor e executar contratos sem governo ou autoridade externa. Dinheiro e execução eram infraestrutura de cooperação. [Wei Dai — b-money original proposal] [Satoshi Nakamoto Institute — b-money archive]
O primeiro protocolo supunha canal de transmissão anônimo, síncrono e impossível de bloquear. Todos guardavam saldos; Dai reconheceu que essa premissa tornava o desenho pouco prático. [Wei Dai — b-money original proposal] [Satoshi Nakamoto Institute — b-money archive]
Qualquer pessoa criaria unidades publicando a solução de um problema computacional inédito. A emissão valeria o custo estimado do trabalho ante uma cesta padrão de bens, não um cronograma fixo. [Wei Dai — b-money original proposal] [Satoshi Nakamoto Institute — b-money archive]
O pagamento era mensagem assinada transmitida à rede. Participantes verificavam assinatura e saldo, debitavam remetente e creditavam destinatário em suas cópias da contabilidade. [Wei Dai — b-money original proposal]
O contrato definia reparação máxima, e partes e árbitro depositavam garantias. Após execução, acordo ou decisão, os saldos mudavam e a quebra recebia penalidade econômica. [Wei Dai — b-money original proposal] [Satoshi Nakamoto Institute — b-money archive]
O segundo protocolo entregava as contas a alguns servidores. Eles depositavam garantias e publicavam ou comprometiam suas bases, enquanto usuários verificavam consistência por servidores aleatórios. [Wei Dai — b-money original proposal] [Cypherpunks Mailing List — b-money discussion thread]
Na segunda versão, planejava-se o aumento da oferta e leiloava-se o direito de emissão. Havia planejamento, lances, cálculo e criação, mas não regra algorítmica como os halvings. [Wei Dai — b-money original proposal] [Cypherpunks Mailing List — b-money discussion thread]
Ficaram abertos broadcast anônimo confiável, seleção e coordenação dos servidores, conluio e reconciliação final de bases divergentes. Eram hipóteses, não consenso operacional. [Wei Dai — b-money original proposal] [Cypherpunks Mailing List — b-money discussion thread] [Cryptoanarchy Wiki — Cypherpunks mailing-list archive repository]
O whitepaper do Bitcoin cita b-money primeiro. E-mails preservados mostram Satoshi pedindo dados da citação e depois dizendo que Bitcoin cumpria quase todos os objetivos, sem provar herança técnica direta. [Gwern archive — Wei Dai and Satoshi Nakamoto emails] [Bitcoin whitepaper] [Metzdowd Cryptography — archived 2008 draft correspondence]
b-money não foi moeda lançada, blockchain ou software em consenso vivo. Não tinha blocos, chainwork, UTXO, limite de 21 milhões ou regra da cadeia de maior trabalho; foi proposta histórica. [Wei Dai — b-money original proposal] [Gwern archive — Wei Dai and Satoshi Nakamoto emails] [Bitcoin whitepaper]
Para ter uma visão mais completa, leia este verbete junto com Wei Dai, Cypherpunks, Reusable Proofs of Work, Proof of Work, Hashcash, Bit Gold. Também há referências a este verbete em Cypherpunks, Bit Gold, Wei Dai, The Genesis Book.