Merged Mining é mineração em que um candidato da cadeia principal contém um compromisso com um bloco auxiliar, e o trabalho encontrado pode ser provado segundo as regras auxiliares. Namecoin AuxPoW é um exemplo comum; as provas e condições operacionais variam entre projetos.
O minerador não procura primeiro para Bitcoin e depois repete o mesmo trabalho para uma cadeia auxiliar. Prepara um candidato conjunto e executa uma sequência de tentativas de hash. Uma cadeia auxiliar compatível aceita a prova dessa procura. Isto não duplica o desempenho do ASIC nem alterna capacidade entre duas tarefas independentes. [Namecoin — Merged mining and independent chains] [BIP 301 — Blind Merged Mining draft]
Em Namecoin AuxPoW, a prova parte do hash auxiliar por um ramo de Merkle tree até uma raiz na coinbase principal. Outro ramo comprova essa coinbase sob a Merkle root do cabeçalho principal. Verificam-se posição do compromisso, tamanho da árvore e índice derivado em parte do chain ID. Juntar um hash encontrado alheio sem ligação ao bloco auxiliar não basta. [Namecoin Core — AuxPoW commitment checks]
O hash é avaliado contra os alvos relevantes de cada cadeia. Com um alvo auxiliar mais fácil, a prova pode servir à cadeia auxiliar mas não a Bitcoin; o candidato principal não se torna um bloco Bitcoin confirmado. Rootstock distingue explicitamente alvo Bitcoin, apenas Rootstock e apenas share do pool. Mesmo cumprindo ambos, os blocos respetivos têm de ser válidos. [Namecoin Core — AuxPoW commitment checks] [Namecoin Core — Proof-of-work target checks] [Rootstock — Merged mining architecture]
Um nó Bitcoin normal não interpreta o compromisso do seu bloco como aprovação de transações Namecoin. Nós auxiliares têm de verificar prova e regras próprias de transações e estado. Um hash partilhado não cria UTXO set comum, moedas comuns ou direito de alterar Bitcoin por consenso auxiliar. Uma falha na aplicação auxiliar não é, só por si, uma transação Bitcoin inválida. [Namecoin — Merged mining and independent chains] [Namecoin Core — AuxPoW commitment checks]
Nem todos os mineradores da cadeia principal participam necessariamente na auxiliar. Importam trabalho efetivamente participante, concentração e incentivos, não o hashrate total de Bitcoin numa apresentação. Namecoin também permite outras cadeias principais SHA-256d. Não se podem pressupor ordem de blocos, confirmações ou resistência a reorganizações idênticas. [Namecoin — Merged mining and independent chains] [Rootstock — Merged mining architecture]
As mesmas tentativas podem gerar recompensas auxiliares sem uma segunda carga completa de hashing. Alguém tem, contudo, de montar blocos auxiliares, operar software e nós, transmitir provas e gerir recompensas. Num pool costuma ser o operador, não cada ASIC. A política de pagamentos define se o bónus chega e em que ativo; câmbio, taxas e custos mantêm-se. [Namecoin — Merged mining and independent chains] [BIP 301 — Blind Merged Mining draft]
BIP 301 descreve Blind Merged Mining (BMM): outros participantes montam blocos auxiliares e oferecem aos mineradores Bitcoin uma taxa pela inclusão do compromisso. A proposta tem regras de consenso próprias e está como Draft no registo BIP. Não é outro nome de Namecoin AuxPoW já utilizado; um número BIP não comprova ativação em Bitcoin. [BIP 301 — Blind Merged Mining draft]
Identifica cadeias principal e auxiliar, algoritmo de hash, prova exata e nós verificadores. Separa trabalho partilhado de transferência de ativos: merged mining sozinho não assegura convertibilidade das moedas nem uma ponte segura. Num pool, verifica recompensas auxiliares incluídas, contas de destino e pagamentos reais. Hashrate sem contexto não explica segurança nem receita. [Namecoin — Merged mining and independent chains] [Rootstock — Merged mining architecture]
Para ter uma visão mais completa, leia este verbete junto com Mineração, Proof of Work, Bitcoin, Mining Pool. Também há referências a este verbete em Sergio Demian Lerner.