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Mining Latency

Atraso em cada etapa da mineração

Mining Latency não é um número universal. Entrega da tarefa, mudança do dispositivo, envio do resultado e confirmação têm inícios e fins distintos; sem defini-los, não se podem comparar servidores ou alterações de configuração.

Mining Latency é o atraso de uma etapa específica da mineração: distribuição ou ativação do trabalho, entrega de uma share encontrada ou propagação de bloco candidato. O valor deve identificar os eventos nas duas pontas e as condições de observação.

Stratum V2 distingue distribuição de trabalho e envio de resultados. O tempo entre enviar e receber uma tarefa não é o tempo entre recebê-la e o ASIC realmente mudar; devolver uma share ao pool é outro caminho. Defina as duas pontas e correlacione os registros por channel_id e job_id. [Stratum V2 — Mining Protocol]

Braiins descreve ping como teste de alcance. Seu RTT inclui ida e volta; dividi-lo automaticamente por dois não mede latência unidirecional, pois as direções podem ser assimétricas. Ping também não mede criação da tarefa, fila do proxy ou ativação do dispositivo. Compare o mesmo tipo de tráfego e as mesmas pontas. [Braiins — Connection diagnostics] [RFC7679 — One-Way Delay Metric]

RFC7679 exige considerar sincronização dos relógios e local do registro de tempo. Exemplo: Tsend = 1000 ms e Trecv = 1040 ms dão 40 ms apenas com relógios comparáveis. Uma diferença de 30 ms no relógio receptor muda a interpretação. Sem estimativa de incerteza, uma diferença entre servidores não comprova aceleração. [RFC7679 — One-Way Delay Metric]

Em Stratum V2, uma Future Job pode chegar antecipadamente; o SetNewPrevHash correspondente com job_id a ativa. Meça também o atraso de ativação, não só o download do modelo. Uma tarefa antecipada não vazia pode conter transação já incluída no novo bloco; distribuição mais rápida não justifica ignorar o conflito nem minerar bloco inválido. [Stratum V2 — Mining Protocol]

Stratum V2 permite SubmitShares.Success em lotes. Esperar a resposta pode incluir agrupamento intencional; não é tempo puramente de rede nem prova de que a share esperou aceitação durante todo o intervalo. SubmitShares.Error pode chegar após validação atrasada. Associe sequence_number e separe envio, recebimento, validação e confirmação. [Stratum V2 — Mining Protocol]

No modo high-bandwidth, BIP152 envia cmpctblock sem solicitação anterior. Se faltam transações ao receptor, getblocktxn e blocktxn acrescentam uma troca. Isso é transmissão de blocos entre nós, não medição do envio de shares. Menos dados não garantem atraso zero nem substituem validação completa. [BIP152 — Compact Block Relay]

RFC7679 define o limite Tmax e trata pacote não entregue como atraso indefinido; seu percentil ordena esses valores como infinitamente grandes. Para seus p50/p95, informe método, número de amostras e perdas. Excluir todos os timeouts pode melhorar a aparência do resultado; amostra vazia não é latência zero. [RFC7679 — One-Way Delay Metric]

Ao alterar rota ou configuração, mantenha dispositivos, janelas de tempo e definições comparáveis. Acompanhe separadamente ativação de job_id, confirmações do trabalho, motivos de rejeição e interrupções; menor ping RTT não comprova redução de todo atraso. É um método comparativo, não promessa de encontrar bloco nem limite seguro universal em ms. [Stratum V2 — Mining Protocol] [Braiins — Connection diagnostics] [RFC7679 — One-Way Delay Metric]

Para ter uma visão mais completa, leia este verbete junto com Stale Rate, Block propagation, Stratum V2, Mining Pool. Também há referências a este verbete em Stale Rate.

DOC · 001Stratum V2 — Mining ProtocolEspecificação ↗DOC · 002Braiins — Connection diagnosticsDocumentação ↗DOC · 003RFC7679 — One-Way Delay MetricEspecificação ↗DOC · 004BIP152 — Compact Block RelayEspecificação ↗
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